Vida Digital – O Estresse e Ansiedade Causados pela Tecnologia podem Gerar até Doenças

A suspensão de 72 horas, a nível nacional, do WhatsApp, apresentada à justiça de Sergipe, dizendo que necessita de dados de aplicação para atrapalhar um bando de bandidos, levou milhares de brasileiros a histeria. A maioria dos brasileiros se apressaram para encontrar alternativas gratuitas para conversar rapidamente, através de outras aplicações.

Um mundo imediato, hiperconectado, com um volume crescente de informações, parece justificar este aumento da ansiedade na população. Mesmo culpado da tecnologia pela sensação de falta de tempo e esforço, mesmo sem poder negar a facilidade e o conforto que nos oferecem os novos recursos.

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Para que se faça uma ideia, os antidepressivos são drogas controladas mais utilizadas no Brasil. O país é o maior consumidor mundial de uma marca específica, que se tornou um dos 10 medicamentos mais vendidos nas farmácias. Em 2015, são comercializados cerca de 23 milhões de caixas desses medicamentos, que contém o ingrediente ativo clonazepam, de acordo com a IMS Health, uma organização privada especializada em informações de saúde. Para se ter uma idéia do crescimento, em 2007 foram vendidos 29.000 caixas.

Mas, será que influenciam as novas tecnologias em nosso comportamento? Como é estressante o acesso ilimitado às notícias, correio eletrônico, redes sociais e mensagens instantâneas?

Estar sempre ligado pode levar a transtornos mentais, como a depressão e a ansiedade… “nós Operamos de acordo com as realidades sociais em que estamos imersos. Você tem uma nova realidade que se baseia na Internet.

“A realidade virtual é parte de nossas vidas e é absolutamente real. Estamos submissos e psicologicamente influenciados. E isso produz novas formas de pensar, novos comportamentos e novas formas de sentir”, diz Márcia Stengel, professora de psicologia da PUC Minas.

Há dez anos, buscando a dependência da tecnologia, Spritzer explica que a comunidade científica se toma cada vez mais séria. No entanto, o psiquiatra não acredita que apenas os novos recursos tecnológicos podem levar a um distúrbio. “São instrumentos criados pelos homens, para os homens e que os homens amam. Essa facilidade que temos com tecnologias incríveis tem um custo.

Muitas vezes, os problemas estão nas características do ser humano para se relacionar com tudo o que é novo. O desafio para a sociedade no seu conjunto é equilibrar este aspecto, de maneira que possa maximizar os benefícios e causar o menor dano possível”, acrescenta.

Em vez de aumentar o risco de doença mental, e como consequência levar a outros problemas de saúde até mesmo sexuais, a tecnologia aparece como um novo canal para expressar os problemas humanos. E, com um acesso cada vez mais fácil para telefones inteligentes, computadores, jogos e Internet, é natural que alguns comportamentos criarem uma conexão com o uso desses recursos.

Isto é o que a psicóloga Stengel observou, ao estudar as relações sociais dos adolescentes na Internet. “Quando nos perguntamos como se sentiam quando não podiam se conectar, notaram um sentimento de ansiedade, raiva, nervosismo. Disseram que sentiam que não estar conectados, é como estar fora do mundo, especialmente das redes sociais.

Para Márcia, as perguntas sobre ser incluída, aceita e “curtida” são mais importantes para os adolescentes do que para os adultos.

E o ambiente virtual, conectado e imediato, explode em nossas reações. “Eu digo que a Internet expande certas coisas que já existem em nossas vidas. Esses comportamentos não são novos, no sentido de que não existem. Isto se deve a que se pode cobrir instantaneamente um número muito maior de pessoas”, completa.

Quando o uso continuo começa a causar danos à vida de uma pessoa, deve-se ter preocupação. Um jovem que vira a noite em um jogo, não é necessariamente uma indicação de um problema.

Mas se o uso continuado do jogo começa a interferir freqüentemente com outras atividades, como a escola e a vida social, pode significar falta de controle.

Estudos realizados na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, com mais de 200 alunos, demonstraram que muitos deles têm apresentado sintomas como ansiedade, sensação de isolamento e até mesmo coceira quando estiveram privados, durante um dia, de dispositivos tecnológicos. A queixa mais comum foi a falta de acesso a mensagens de texto, correio eletrônico e aplicativos de redes sociais. A dependência de estar conectado mesmo se fez um nome para si mesmo: nomofobia

tecnologia afasta as pessoas

Entre os adultos esse excesso de tecnologia, em um mundo totalmente digital, geralmente a neura por informações, e de estar sempre atualizado com informações e com artigos ligados a tecnologia, podem gerar irritação, estresse, falta de afetividade com família e até com cônjuge, o que chega a comprometer até mesmo um relacionamento entre um casal.

tecnologia acaba com relacionamento

Por exemplo, que fica mais ansioso por informação, por estarem conectados, do que simplesmente estarem um perto do outro para um simples conversa, ou algo a mais, e claro se você perguntar hoje  em dia em uma clínica especializada em terapia de casais, até mesmo clínicas sobre falta de libido, você irá encontrar relatos sobre como essa ânsia por tecnologia esta invariavelmente presente entre as causas, inclusive existem especialistas indicando até terapias naturais para melhorar o relacionamento como xtragel e libid gel, que servem para aliviar o estresse e deixar a pessoa mais focada em seu relacionamento do que com tecnologia.